segunda-feira, 23 de março de 2026

EXAMES PARA DETECÇÃO DO CÂNCER DE INTESTINO TRIPLICAM NO SUS E REFORÇAM IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

O número de exames realizados para a detecção precoce do câncer de intestino pelo Sistema Único de Saúde (SUS) triplicou nos últimos anos no Brasil. 

Os dados fazem parte de um levantamento divulgado durante a campanha Março Azul, que busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.

Entre 2016 e 2025, a quantidade de testes de sangue oculto nas fezes passou de pouco mais de 1,1 milhão para mais de 3,3 milhões, representando um crescimento de cerca de 190%. 

Já as colonoscopias aumentaram de 261 mil para quase 640 mil no mesmo período, um avanço de aproximadamente 145%.

Os maiores volumes de exames foram registrados em estados como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. 

Por outro lado, estados como Amapá, Acre e Roraima ainda apresentam números mais baixos, evidenciando desigualdades no acesso aos serviços de saúde.

De acordo com especialistas, o aumento está diretamente ligado ao avanço das campanhas de conscientização, como o Março Azul, que têm incentivado a população a procurar atendimento médico e realizar exames preventivos.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Eduardo Guimarães Hourneaux, destacou que a mobilização nacional tem ajudado a transformar o medo em atitude. 

Segundo ele, ações como mutirões, campanhas educativas e a divulgação de informações nas redes sociais e na mídia têm contribuído para ampliar o acesso ao diagnóstico.

Casos de pessoas públicas também tiveram impacto na conscientização. O médico ressaltou que relatos de figuras conhecidas que enfrentaram a doença ajudaram a trazer o tema para o dia a dia da população, incentivando a busca por exames ao surgirem sintomas suspeitos.

A campanha Março Azul, promovida por entidades médicas desde 2021, reforça que o câncer de intestino pode ser tratado com maiores chances de cura quando identificado precocemente.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que ainda há desafios. 

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que as mortes prematuras pela doença podem crescer até 2030, impulsionadas pelo envelhecimento da população, aumento de casos entre jovens e, principalmente, pelo diagnóstico tardio.

Diante disso, a recomendação é clara: manter os exames em dia e procurar orientação médica ao perceber qualquer sinal ou alteração no organismo.

Fonte: Agência Brasil

Da redação/ Maria Farias

Nenhum comentário:

Postar um comentário